“Pouco a pouco você vai perdendo o encanto que tem pelas pessoas. Dia após dia, você olha e olha de novo, daí começa a ver quem realmente são. Todo aquele brilho, todo aquela beleza se vai, como a água suja desce no ralo da pia, só então você percebe que o carinho na verdade era um interesse, que os segredos não passavam de embuste, e que o querer bem nunca existiu. Você se percebe apenas como uma companhia para diminuir a solidão, o mesmo tempo que serve para aumentar seu ego desmedido. É, mas a vida passa, o tempo ensina que ninguém é insubstituível. Que tudo na vida é uma questão de ângulo de visão. E hoje eu digo: quem me perde, perde o luxo e o prazer de ter na vida alguém tão ilustre e único como eu. Só digo isso.”
“Se dê um tempo, deixe as coisas se organizarem, encontrarem sozinhas seus próprios lugares. Às vezes você tem que ir conforme a maré, para ter forças lá na frente. Tudo vai ficar em paz, é só um mal momento, nada é para sempre, o infinito é logo ali. Dê tempo ao tempo, pois até ele precisa de tempo. Repetia incansavelmente à mim mesma.”
“Criticam tudo, e quero dizer mesmo tudo, sobre mim: o meu comportamento, a minha personalidade, as minhas maneiras; cada centrimetro de mim, da cabeça aos pés, dos pés à cabeça, é objecto de mexericos e debates. São-me constantemente lançadas palavras duras e gritos, embora eu não esteja habituada a isso. Segundo as autoridades definidas, eu devia sorrir e aguentar.”
“Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não ser. Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhecem; e a subjetiva. Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos – Quem somos? Não saberemos dizer ao certo. Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos. As pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser. Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência… Nunca sofra por não ser uma coisa. Ou por sê-la.”
“O que estraga a felicidade é o medo.”
“Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas. Fácil é ditar regras. Difícil é seguí-las. Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.”
“Tem gente que não merece o nosso coração aberto. Certas pessoas não precisam conhecer nossa alma. Porque elas nem vão saber o que fazer com tanta informação. Tem gente ruim no mundo, já me convenci disso. Espero que você entenda isso também. E que não sofra tanto ao constatar que nem todo mundo quer o seu bem. Algumas pessoas sentem prazer em perturbar os outros. O que ganham em troca? Não sei. E nem quero descobrir.”
“O que eu não entendo, criatura, é como você continua estacionando seu coração em local proibido. Você já não foi multada que chega? Onde mais precisa doer pra você levar jeito?”
“Se estiver triste, vá dormir. Não invente de pegar seu telefone, nem chegue perto do computador. Se estiver triste em plena madrugada, pelo amor de Deus converse com os amigos, vá assistir TV ou até no limite do limite escute uma música (que não seja romântica), enfim. Se estiver triste, na pior das hipóteses fique esperando. Mas não invente de falar que sentiu falta daquele ser e resolveu procurá-lo, é só carência e carência passa. Já algumas palavras mal interpretadas ficam na cabeça e quem não sabe diferenciar pode se magoar.”
“Agradar a todos? Nunca, jamais, em hipótese alguma, digo, mesmo querendo e fazendo de tudo, sempre irão questionar, reclamar, jugar, berrar, então foda-se, desculpa aos demais mas não vi pra agradar ninguém e muito menos seguir rótulos de pessoas hipócritas e ignorantes.”